segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Lua




As saudades que eu já tinha da minha cadelinha tão bonita quanto zeus.

sábado, 7 de Novembro de 2009

Nostalgia de Começo

O Primeiro postal da nova era que se chamará "Bolinhos e Produçoes Caseiras". Chama-se nostalgia de começo porque há certas coisas que começam como acabam e é uma aguarela sobre papel. Este ja chegou a Tondela...

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

O Parlamento


Até o parlamento parece o covil do diabo!

sábado, 17 de Outubro de 2009

A Casa Budepestiana, por fora


Em Budapeste, essencialmente do lado de Peste, os edifícios do centro são quase todos do início do séc XX. Buda é o lado onde viveram durante muito tempo a família real e a corte. Peste sempre foi o lado do comércio e dos serviços. Buda nos montes não proporcionava tanto a actividade comercial como a plana Peste. Quando se construiu a primeira ponte a atravessar o Danúbio ligando ambas as partes da cidade criou-se verdadeiramente Budapeste. Houve então necessidade de tornar o lado plano de Peste também numa cidade como Buda. Aconteceu que quase todos os edifícios do centro são da altura da construção desta ponte. A ideia consistia em contruir encostando sempre o edifício às fronteiras do lote. A foto é nada mais nada menos que o centro do lote que é contornado pelo edifício. aqui encontram-se os acessos e as portas para os apartamentos. Este é o acesso à nossa casita budepestiana!

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

o belo, o sensível e o homem actual

Actualmente ando a ler um livro (a ideia construída) muito bom de um arquitecto, Alberto Campo Baeza, cujas ideias mais essenciais são a importância da luz, e de que a ideias construídas são intemporais e eternas.
Estas reivindicações em prol de um bem maior para humanidade, bem esse que é a beleza (que é tão precisa como pão para a boca só que as pessoas não o reconhecem), são muito nobres e sobretudo de alguém atento às necessidades e erros da sociedade actual. Sociedade esta tão actual, que corre tão depressa que parece já não haver tempo para ver a beleza das coisas, das cidades, das exposições, dos monumentos... Já não há paciência para quando se caminha numa rua procurar com os olhos aquela beleza discreta que algo contém, desde um pedaço de lixo, a um edifício antigo ou uma escultura vandalizada que pelo conjunto até se pode ter tornado mais bela. O esplendor do verdadeiro pode-se encontrar em tudo, mas nem tudo o que é feito consegue ter esse esplendor nem tê-lo de maneira a que se torne saltante à vista. O Homem contemporâneo, infelizmente, apenas repara no obviamente belo, é sensível mas apenas ao esplendor vistoso e nada discreto. Como é evidente existem Homens contemporâneos que se mostram excepção à regra. Mas a questão é que me parece faltar uma sensibilidade mais actual a esta humanidade de hoje face à evolução porque temos passado. Parece cada vez mais que esta tamanha evolução está a chegar a um ponto em que nos aproximamos do cada vez mais do nosso primitivismo.
Uma medida possível seria por exemplo um sistema educativo actual que deveria incorporar, ao nível do secundário, uma educação não pela arte, porque isso também traria problemas, mas com a arte. Em todos os cursos do ensino superior deveria ser oferecido ao estudante um vasto leque de actividades ligadas às artes da qual ele escolheria. A cultura deveria estar mais acessível a todos. É preciso perceber que o cultivar de cabeças torna as pessoas mais educadas (no seu sentido mais amplo) e torna-as sobretudo mais criativas nos seus trabalhos, empregos ou actividades. Não pretendo puxar de maneira nenhuma a brasa à minha sardinha, mas em todo o caso (no sentido abrangente de todas as artes em que uso a palavra conceito arte) facto é que o melhor treino para um incremento da capacidade de sentir é provavelmente através do reconhecimento do belo. Não é um processo de maneira nenhuma fácil, até porque nem toda a arte é verdadeiramente bem feita e bem amada para poder ser bela. O tempo/treino fará estas pessoas refinar o gosto e pessoas mais treinadas para reconhecer o belo em cada esquina, são certamente mais sensíveis e posteriormente mais dotadas de uma maior sensibilidade. Isso faz com que se tornem mais incapazes de ficar indiferentes aos problemas das sociedades actuais. Penso que no resultado final teríamos pessoas de uma ética cada vez mais refinada. Penso que seríamos capazes de ter menos corrupção. De ter mais pessoas a pensar que vivem bem e em conformidade com a sua modéstia, sem existir uma necessidade do exagero. Teríamos pessoas que não pensam na sorte que têm em ter uma mesa farta, abastada e cheia de sobras, mas que pensam antes que têm sorte em poder ter e querer apenas o suficiente para se sentirem, sem exageros, saciados de estômago e de coração ao se lembrarem que há gente sem nada. Isto tudo porque o aumento da capacidade de uns e outros se sentirem aumentou. É por isso que o belo é essencial como pão para a boca. Rende a si o ser humano e despoja-o e despe-o de qualquer sentimento maldoso. Perante a verdadeira beleza o próprio tempo parece que estagna, ficamos derreados por dentro. E o belo encontra-se em tudo, em tudo o que existe. Quem nunca ficou paralisado no tempo ao ver a miúda mais bela que viu até ao dia a passar? Quem nunca viu um edifício tão belo que não conseguisse parar de olhar por instantes em que o tempo pára? Quem nunca viu o belo numa fotografia, numa pintura, num olhar belo de um sem abrigo, numa estátua, nas margens de um rio, nas formas de uma árvore, nos objectos que usa? Quem nunca viu o belo? Ninguém, já todos viram o belo, e será que não temos todos à nossa maneira própria de ver o belo a capacidade para parar o tempo individual? Não seremos nós capazes de através das nossas ideias intemporais, da nossa natureza, das nossas origens, de nós mesmos, de nos tornarmos ser humanos no sentido próprio e amplo da palavra? O beloOxalá não seja mais uma utopia…

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Sem Título











Não sei o que hei de escrever, não tenho andado muito inspirado para isso, portanto para me manter activo decidi postar mais desenhos, para ter que fazer mais para o blog não parar! Portanto aqui ficam pessoas...

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

O Escritor Anónimo, o Gadelhas e o Bonito







Esta é a estátua de um dos maiores escritores hngaros de todos os tempos (escritos magyares!) cuja identidade nunca foi revelada. Estes dois observadores atentos cuja a identidade também não pode ser revelada são os meus companheiros de casa e amigos de lisboa. Os outros dois macacos tão a ver? Por razões óbvias de risco de se desvendar as suas identidades chamaremos lhe daqui em diante o Gadelhas e o Bonito! Portanto o Gadelhas (na primeira foto o da esquerda) é de uma geração de proeminentes arquitectos de raízes africanas, que adoram comer chouriços do norte, facilmente identificável pelo cabelo (aquela gadelha sim!), o Bonito, faz parte de uma geração igualmente proeminente, oriundo das alfaces, cujo sonho é pintar muros com mensagens activistas em escolas infantis. Um tipo igualmente porreiro e facilmente identificavél pelas calças pretas à el Matador (daí o Bonito)!


E apresentações feitas estes são os dois macacos anónimos com quem vivo! Não me descaio para revelar a identidade deles por isso escusam de tentar estratagemas idiotas a tentar! abraço ao gadelhas e ao bonito! um post dedicado a vocês!



segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Desenhos de uma das minhas paixões e O Regresso à Academia






Todo o Portugal me cativa e por isso sou um nacionalista do pior. Mas enfim, estes desenhos são de uma das minhas cidades, de uma das cidades que me também me agarra. São os últimos três que fiz em Lisboa antes de vir para Budapeste. Foi para voltar a postar desenhos e matar a nostalgia que decidi "postá-los" aqui no blog. Além disso são também a despedida deste tipo de desenho e registo. É que aqui na Faculdade o desenho é da extrema académica. Só querem desenhos de duas e três horas à Piranesi. Vai ser bom para desenjoar e ganhar algum rigor na proporção e na trama de linha.

domingo, 20 de Setembro de 2009

A Revolta Corre-me nas Têmporas

Hoje foi a gota de água. Este vai ser o meu primeiro post de protesto.

À muito que me sentia revoltado com o método (ou a falta dele) no ensino da arquitectura na minha faculdade, a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. A minha revolta vem das tristes maneiras de alguns professores da instituição. Geralmente professores de projecto. Continuam iludidos com a fama do antigamente. É verdade sim que esta instituição já esteve no top dos tops do ensino da arquitectura em Portugal, mas é-me agora deprimente ver-me envolto numa sombra como esta. Não há esforço suficiente e de facto verdadeiro para dar nova luz e acabar de vez com o passado e transformá-lo de vez em história. E isto reflecte-se no ensino. Educam-nos para sermos arquitectos de praça e de concurso, interessa-lhes mais o nome que possamos vir a ganhar com a ajuda deles do que propriamente nós. Eliminam a nossa natureza individual em detrimento das suas opiniões pessoais e daquilo que acham que deve ser um bom projecto para o meio “elitista e hipócrita da praça dos FAZEDORES maiores da maior das artes”. Privam-nos do uso de técnicas antigas, e portanto da nossa capacidade de readaptá-las ao presente. Apenas nos fornecem cultura arquitectónica de renome internacional e lisboeta ou portista. Esquecem-se do que se faz de bom no interior, da nossa bonita e boa arquitectura vernacular, entre outros exemplos.

O pior disto tudo é que nos educam para sermos como eles. Para pertencer-mos a este SISTEMA. Lavam-nos o cérebro aproveitando-se do nosso desejo e ambição de sermos bons naquilo que fazemos. Levam muito boa gente a querer pertencer a este sistema. Pões-nos a pensar que "QUANDO CRESCER-MOS" devemos ir trabalhar para Aires Mateus e Jean Nouve'is, para o caso de um dia ter-mos os TOMATES para tal abrirmos o nosso próprio atelier EMPRESA. Depois é só contratar mais uns quantos GAJOS do sistema e fazer projectos ao QUILO para ter dinheiro para comer, viver, pagar as cotas à ordem e aos coitados sistemáticos que lá estão a fazer desenhos e maquetas, uns na secção das balsas, outros na dos computadores, outros na dos levantamentos e sei lá que mais.

No fim de tudo se somos anti-sistema (e nem sequer estou a falar das pessoas que levam esta ideia ao extremo) prejudicam-nos, INCONSCIENTEMENTE espero eu, nas notas e dizem-nos que somos “disléxicos arquitectonicamente”, que não percebemos os potenciais (estéticos e formais normalmente) das nossas ideias. É que normalmente até percebemos, mas a ética leva-nos a navegar para outras águas, mas será que uma ideia deste género tem que ser desenvolvida e explorada até ao tutano?
Maior problema é que ao darem-nos más notas por critérios de avaliação de arquitecto de praça que desfazem a nossa natureza individual em fanicos, limitam-nos as hipóteses ao nível de médias numéricas para competir com os nossos colegas formados para concursos de arquitectura.

Para sermos capazes de competir por mercado trabalho numa época em que criativamente vale tudo é preciso deixarem florir a nossa natureza individual, deixar-nos aprender com ela num processo de tentativa e erro. Orientem-nos as pontas, mostrem-nos o que é a VERDADEIRA arquitectura para podermos aprender como se faz. O Corbusier seguiu a sua natureza e ideias e passam a vida a falar dele. Libertem-nos! Cada vez mais percebo a artista Joana Vasconcelos quando diz que o meio das artes é o mais retrógrada. E a revolta que me corre nas têmporas é porque nem todos queremos ser arquitectos de renome. Preferi-mos só fazer arquitectura de uma maneira eticamente mais responsável.

As minhas desculpas a todos aqueles que apesar de estarem na F.A. não se enquadram com isto, porque apesar de tudo ainda existem lá bons professores e bons arquitectos. Existem é muitos bons arquitectos de praça péssimos professores.

A Olívia Sem Expressão


Esta é a Olívia. A primeira marioneta que construí.
A febre das marionetas começou quando era criança porque alguém um dia, não me lembro quem me deu uma marioneta de uma personagem célebre, o Poupas, do também célebre programa da RTP, Rua Sésamo.
O entusiasmo com que passei horas a fio a tentar manipular o Poupas deram logo desde o início uma enorme afinidade com estes pequenos actores. Fascinava-me o aparente rídiculo do engenho e o potencial da solução.
Então quando cheguei a uma determinada idade capaz de expressar este fascínio agarrei na massa (o DAS), e modelei o corpo à minha primeira marioneta. Cortei lã e fiz lhe cabelos grossos e lanzudos, encaracolando alguns, à semelhança da musa inspiradora.
Não percebia a cor que deviam ter os cabelos, aproveitei me então da desculpa do meu daltonismo.
Contudo o pudor da sua nudez intimidava-me ainda. Tinha que fazer algo. Pedi a outra das minha musas inspiradoras, a minha boa maezita, os tecidos velhos lá de casa. Agarrei no tecido da moda. Cortei e talhei, tirei as medidas à Olívia, literalmente. Cosi um cilindro apliquei-lhe elásticos. Um em cima e outro a meio para apertarem as curvas à bela rapariga à semelhança dela. Liguei as partes com fios, e martelei o controlo que dá vida à Olívia. Liguei ambas as partes com fios pretos porque queria que se visse que era a minha primeira marioneta. Mas faltava-lhe algo. Era a Expressão. rapidamente peguei em tintas e pintei-lhe uma cara. Mas enfim, continuou sem expressão.
Ofereci-a à pessoa que a baptizou de nome, em Portugal onde está a inspiração. Só o corpo está na Hungria. A partir daqui começou uma nova ideia para uma nova criação. Um conto, um guião, um argumento que se chamará Olívia Sem Expressão e que um dia contarei.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

A Basílica de São Stefano






Continuando o discurso da monumentalidade aproveito para mostrar a Basílicade São Stefano que é: ainda não percebi bem o quê!!?!
A questão para mim é quanto ao valor da monumentalidade.
As igrejas são vividas na maior parte do tempo em que não há eucaristias, numa perspectiva religiosa, como espaços de reflexão e de encontro com o Deus, e em perspectivas ateias ou agnósticas não preconceituais, como espaços também de reflexão e de encontro com o eu interior.
Mas não estará esta tamanha monumentalidade da basílica a estragar esta função? Parece me que quando a arquitectura se assemelha a um monumento ganha um caracter diferente que deteriora a função do edifício. O que acontece na basílica é que quando as visitas são limitadas é apenas quando não há eucaristia. Supostamente! "Porque as portas da casa do Senhor estão sempre abertas" as visitas continuam a acontecer, e a função de proporcionar uma boa missa aos crentes vai-se por água abaixo por entre o fórróbódó das entradas e saídas dos turistas desejosos de ver a altura dos tectos trabalhados do São Stefano. Quando as visitas são permitidas, o espaço para a reflexão e encontro está separado dos turistas por míseras cordas e sinais de sentido único. Obviamente que quem se quer encontrar e reflectir no espaço entre as cordinhas apenas o consegue ou com um enorme esforço mental de separação das águas e de propósitos da visita, ou não o consegue, que era o que se passava a meio tarde quando visitei a basilica. Ninguém reflectia. A função do edificio era mostrar-se e ser visto e fotografado (como eu fiz aliás).
Este é apenas um exemplo, mas existem mais espalhados por aí. Será que a arquitectura pode ser monumental sem correr o risco de se transformar em monumento?
P.S. para minha antiga professora de desenho: depois do que tenho visto em desenhos dos budepestianos só tenho ganho em motivação. Agora encontro-me de mão perra, mas assim que ela acordar eu mostro desenhos aqui no blog ;)

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A Monumentalidade



O que mais me irrita nesta cidade, para já, é ela ser intransmissível aos outros através da fotografia. A ausência da escala do real nas fotos estraga tudo. Para se perceber a cidade é preciso caminhá-la, percorrê-la e deixarmos que a beleza do seu antigo nos seduza. Precisamos de entrar, de nos abrigar, de nos deixarmos abraçar e acolher. É MONUMENTAL. Sentimo-nos crianças a olhar para os gigantes adultos, um bébe num utero materno. Peste corre nas veias e Buda voa nos altos e como diria o quem nós sabemos, Budapeste primeiro estranha-se e depois entranha-se. O tempo avaliará o resto

(este é apenas um exemplo de como são quase todos os edificios da cidade)

domingo, 30 de Agosto de 2009

casas antigas caixote do lixo moderno







Mais uns desenhositos virosos que fiz quando fui ver uma semi coimbrense semi maior tondelense franscesca.

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

CASA


Após tanto tempo na maravilhosa Lisboa estou a precisar do descanso da terra.
Os meus pés anseiam por voltar a pisar livres e nus a terra descoberta de alcatrão.
São as saudades de casa, as saudades da terra. São as saudades...

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Tremição


Onde é que tinhamos a cabeça quando demos os nomes aos animais de la de casa. So por esta foto devia ser o vegeta e o son goku.